Segredos da Floresta – Capítulo 5

Lembram que no capítulo anterior apareceu um elfo misterioso próximo ao túmulo de Visha e falou com a Nirna? Ele tem muito a revelar nesse capítulo!

Capítulo 5

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– O que aconteceu com ela? – a voz era forte e pontuada com uma tristeza antiga.

– Lutou contra um demônio e o derrotou ao custo de sua própria vida. – Nirna molhou os lábios com a língua e continuou – Quem é você?

Ela notou que fez a pergunta errada, pois a expressão do elfo se endureceu repentinamente e os olhos ficaram como ouro líquido. Nirna se retesou esperando um ataque, mas para sua surpresa o elfo apenas disse com uma voz comedida.

– Se souberes quem sou, tua vida estará em risco, pequenina. – ele utilizou o adjetivo de uma forma cálida e Nirna sentiu algo de familiar em como ele pronunciou as palavras.

– Acho que consigo me virar sozinha, sou Nirnaeth Sombraluna – ela percebeu que ele arqueou levemente a sobrancelha.

– Eres uma dos muitos filhos adotivos de Visha? – Nirna deu um sorriso e sacudiu negativamente a cabeça.- Não? Hmm…

– Visha era minha tia. Eu sou filha do irmão dela… – ela suspirou e cruzou os braços esperando pela resposta do elfo.

A atitude em seguida espantou Nirna, os olhos que antes estavam selvagens e comedidos, agora derramavam todo o ouro líquido enquanto o elfo olhava para ela de uma forma como um cego vê a luz pela primeira vez.

– Há algo errado? – ela perguntou

– Nirnaeth… eu nunca… eu não sabia… ela escondeu todo esse tempo! – ele murmurava consigo mesmo o que deixou Nirna impaciente, ela tentou novamente.

– Está tudo bem?

O que quer que havia tomado o elfo naquele momento de sopetão agora não o afligia mais. Voltou a postura dura e selvagem de antes.

– Está tudo ótimo, me chamam de Sharserrar. Gostaria de dar uma volta, Nirnaeth? – ele estendeu a mão para ela, com uma cordialidade um tanto quanto forçada.

A elfa ficou ali fitando a mão dele, ponderando se deveria ou não aceitar. Por fim, segurou a mão e juntos caminharam para dentro da mata de Cantilenda, deixando o túmulo de Visha para trás. Seguiram o que pareceu longos metros, até que estavam na margem do lago que permeava o Vale Gris. Ele parou de súbito e Nirna parou logo atrás, fitando as costas do elfo. Por longos momentos nenhum deles falou até que, o elfo quebrou o silêncio.

– O que lembra de sua família? – ele disse num rompante, quebrando abruptamente o silêncio.

– Hmm… dize-me tão pouco sobre tu, e queres saber tanto sobre mim… – a elfa disse suavemente, soltando a mão dele foi andando até a margem do lago. – Mas respondendo-lhe, eu não conheci minha família.

O silêncio a seguir durou muito mais do que qualquer outro que eles fossem vir a ter. Por fim Nirna suspirou e se levantou.

– Bom se não temos mais nada a conversar, eu preciso ir, não me treinarei ficando parada dessa forma. – fez com que ia se afastar e então sentiu as mãos do elfo apertando-lhe suavemente o braço.

– Espere, eu preciso lhe contar algo antes que vá. – ele disse, o que quer que ele estava escondendo havia escolhido ali revelar a ela. – Nirna, eu… sou seu pai.

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A maluca por RP e por escrever. Acha que as elfas noturnas deveriam ter emotes menos chamativos.